O rock progressivo com inclinação à música clássica, e mesclado com jazz, hard rock, bossa nova e pop, entre outros estilos, é uma química perfeita para um show divertido, que não te deixa cochilar um segundo sequer. E o Cartoon provou isso em sua última apresentação em Belo Horizonte, deixando claro que, por incrível que pareça, pode ir além de seu impressionante debute, intitulado “Martelo”.

A festa no Lapa Multishow, no lançamento da Revista Poster, começou por volta de meia-noite com a aparição dos integrantes do Cartoon fantasiados de duendes, tocando como Os Gluncheys, que fora anunciada como a banda de abertura. Isso mesmo que você está pensando. Eles abriram o próprio show e ainda fizeram todo o cerimonial básico, saindo do palco e voltando uns dez/quinze minutos depois, como se nunca tivessem pisado ali antes. Vindo de Khadhu, Vlad, Bhydhu e Boxexa, normal. Apenas mais uma loucura, que nós não vamos e nem devemos contrariar.

Quando os quatro voltaram à cena, o que se pode ver foram músicos. E aí você fala: “mas isso é óbvio”. Não, porque com este grupo a palavra “músicos” ganha outra conotação e vai além do básico de guitarrista, baixista, baterista, tecladista, etc. No palco, um baixista/vocalista tocando cítara e gaita. Um guitarrista detonando no baixo e tocando guitarra com os dedos, como se estivesse frente a um violão clássico e suas cordas de náilon. Um baterista que, além de seus trabalhos com percussão, ainda participava dos vocais, construindo contrapontos com o tecladista, que também toca violão, e todos os outros membros do GRUPO. Que bagunça, não? E isso foi só para descrever o que eles realizam. Imagine como é fazer o que eles fazem.

Não faltaram convidados especiais, como o flautista Renato Savassi, da banda mineira Cálix, que além de tocar com o grupo, ainda foi o “apresentador” do show.

Ver o Cartoon tocando ao vivo é uma experiência inesquecível. Mesmo aqueles que conhecem o trabalho da banda, com o álbum “Martelo”, pouco sabem e/ou podem imaginar a capacidade, criatividade e talento destes músicos. A banda é motivo de orgulho nacional. É rock progressivo no seu melhor. Como se, guardadas as devidas proporções (por favor!), estivesse saindo um Gentle Giant, um Happy The Man, ou um Jethro Tull, do Brasil. Ou seja, como se estivesse saindo do nosso país mais um clássico do rock progressivo, de musicalidade e qualidade indubitáveis.


Cartoon
Cartoon é um banda brasileira de rock progressivo, que surgiu em Minas Gerais em 1995. Khadhu e Vald se conheceram na banda K2, originada em meados dos anos 80, na cidade de Ouro Branco.
Em 1991 o K2 transformou-se no Kartoon, que além de interpretar clássicos como Led Zeppelin, The Who, Beatles e Pink Floyd, já tinha suas próprias composições.
Em 1993 a banda Kartoon chegou ao fim e cada integrante seguiu um caminho diferente. Khadhu estudou canto e foi para a banda Easy Rider e Vlad entrou para o Conservatório de música da UFMG.
Passados alguns anos de experiência e amadurecimento, Khadhu e Vlad voltaram com a banda, contando com novos integrantes: Boxexa (que Vlad conheceu no conservatório) e Bhydhu, irmão de Khadhu. Assim, em 1995, deu-se origem à banda Cartoon.
Cartoon, Cálix e Somba se reuniram no projeto Orquestra Mineira de Rock. Um concerto composto por shows de cada uma das bandas em separado e por encontros dos doze músicos no mesmo palco.
O primeiro CD, Martelo, foi lançado em 1999 e seu sucesso levou a uma edição especial da revista Rock News sobre o Cartoon. A banda passou a ter veiculação em jornais e em programas de TV, como Auto-Falante e MTV.
Na preparação do segundo disco, Vlad se afastou da banda para realizar outros projetos e, em meados de 2002, Khykho entrou em seu lugar.
O segundo CD, lançado ainda em 2002, foi intitulado Bigorna e considerado a primeira Ópera rock brasileira, apresentando A Verdadeira História do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda. O show de lançamento aconteceu no Grande Teatro do Palácio das Artes em Belo Horizonte e foi transmitido para todo o Brasil pela Rede Minas de Televisão. O trabalho rendeu ao Cartoon prêmios de "Melhor Banda" e "Melhor Disco" no "Best of 2002" pelo site Rock Progressivo Brasil e reconhecimento em sites internacionais especializados.
Integrantes
- Khadhu (violão, voz, baixo, esraj, cítara e gaita)
- Khykho (guitarra, violão e voz)
- Boxexa (piano, teclado e vocal)
- Bhydhu (bateria, percussão, tabla e voz)
Ex-Integrantes
- Vlad (guitarra, violão, baixo e voz)
Discografia
- Martelo (1999)
- Bigorna (2002)
Cartoon
Martelo (1999)
01. Abertura
02. Duendes
03. Tenho Todos Os Galhos da Minha Árvore Voltados Para o Sol
04. Estagnação
05. O Amor
06. A Verdade Sobre Os Incas
07. Abre Seu Olho, Irmão
08. Lágrimas de Vidro
09. Tempo
10. First Lake Conclusion
11. Fechadura
http://www.badongo.com/pt/file/1836824
Bigorna (2002)

02. From The Hands of God
03. Knight’s Nightmare
04. King’s Song
05. King’s Fugue
06. She Smiled
07. Guinevere
08. Marriage
09. Show Me Where Love Lives
10. Lily Fears
11. The Warning
12. March of Despair
a) She’s Coming
b) Cool Down Emily Whith
c) Song of Despair
13. Apocalypstic Man
14. Alberich’s Blues
15. Letter to Marion
16. In The Gates of Hell
17. The Last Battle
18. The Great Gates of Freedom
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