O grupo se apresentou pela primeira vez em março de 1996, entraram no palco no Rio de Janeiro sem nome. Pedro Luís, Mário Moura, Sidon Silva, C.A. Ferrari e Celso Alvim criaram o Pedro Luís e a Parede. O nome surgiu por causa de um determinado momento no show, em que eles se alinharam e formaram uma parede "humana". Não tinha mais jeito,

o nome já estava escolhido.
Um ano depois, o primeiro CD era lançado, Astronauta Tupy. A produção foi de Tom Capone e a distribuição saiu pela Dubas/Warner. As músicas logo conquistaram os cariocas, como Pena de Vida e Caio no Suingue, que não saíram do repertório de shows do PLAP até hoje. Máquina de Escrever é a única canção que não leva os créditos de Pedro, a composição é de Mathilda Kóvak e Luís Capucho. Entre as participações, três cantoras sempre presentes na vida do PLAP, Fernanda Abreu, Arícia Mess e Suely Mesquita. Lenine, Ney Matogrosso e o grupo Boato também deixaram sua colaboração.
Alguns detalhes chamam a atenção no CD. Primeiro porque a música que dá nome ao CD não foi incluída no repertório, ela apenas entrou no segundo CD. Outro detalhe está no encarte em que aparece a frase "ouça e compre Boato". Para quem não chegou a conhecer, Boato foi uma banda que caminhou muito próximo ao PLAP, poucas vezes saiu do Rio para fazer shows e infelizmente ela acabou alguns anos depois. No encarte do primeiro e único CD do Boato também está a recomendação: ouça e compre PLAP.
Em 99 saiu o segundo CD, É Tudo 1 Real. Tom Capone aparece na direção artística e Liminha na produção ao lado do PLAP. E desta vez Astronauta Tupy não ficou de fora. PLAP deu mais espaço a outros compositores e algumas parcerias. Rodrigo Campello, Roberto Valente, Rodrigo Cabelo, Alexandre Brasil, Suely Mesquita, Pedro Rocha e Rodrigo Maranhão. Mas a parceria que chama mais atenção é na faixa Brasileiro em Tóquio. O cantor japonês Miyazawa Kazufumi, que gosta muito da música brasileira, fez a música em parceria com Pedro. Ele também se apresentou no Brasil ao lado de Lenine, Moska e Marcos Suzano.
Zona e Progresso é o terceiro CD. O progresso de PLAP é visível no CD, que abre espaço para outros artistas em diversas canções. Estão no CD Lula Queiroga, Felipe Falcão, Lucky Luciano, Suely Mesquita, Arícia Mess, Cabelo, Carlos Negreiros, Eduardo Krieger e até Wando.
Paralelo aos CDs, o PLAP nunca parou. Oficinas, turnês internacionais, que incluíram Japão e Europa. Pedro Luís foi reconhecido como um dos melhores compositores da década de 90. Suas músicas eram cantadas por Ney Matogrosso, Lenine, O Rappa, Adriana Maciel e Fernanda Abreu, entre outros.Mas a forte ligação com a percussão forte foi mais além. Da oficina realizada em São Paulo, eles pegaram gosto e resolveram montar um permanente no Rio. Alguns meses depois, somados alguns amigos, surgia o Monobloco, bloco que sai no Carnaval do Rio desde 2001. Celso Alvim é o maestro do cortejo e Serjão Loroza, o puxador. Os ensaios já contaram com bastante amigos músicos, como Cabelo, Rogê, Seu Jorge, Lenine, Arnaldo Antunes e AfroReggae. No final de 2002 saiu o primeiro CD do grupo
Pedro Luís e a Parede é ...
Pedro Luís - voz e batucada Sidon Silva - batucada e vocais Mário Moura - batucada e vocais C.A. Ferrari - batucada e vocais Celson Alvim - batucada e vocais
extraia o sumo: Pedro Luiz e a Parede - Zona e Progresso[2001]
Faixas:
1. Batalha Naval (Bianca Ramoneda e Pedro Luís)
2. Morbidance (Lula Queiroga, Felipe Falcão e Lucky Luciana)
3. Parte Coração (Pedro Luís)
4. 10 de Queixo (Pedro Luís)
5. Zona e Progresso (Sueli Mesquita, Arícia Mess e Pedro Luís)
6. Mão e Luva (Pedro Luís)
7. Nega de Obaluaê (Wando)
8. Quem Vai Querer (Pedro Luís)
9. Saudação a Toco Preto (Candeia)
10. Não ao Derperdício (Cabelo e Glaucia Saad)
11. Ciranda do Mundo (Eduardo Krieger)
12. Do Leme ao Leblon (Carlos Negreiros)
Ficha Técnica:
Produção: PLAP, Alvaro Alencar, Plínio Profeta e Tom Capone
Participações especiais: Júnior Tolstói, Rodrigo Maranhão, Rodrigo Campello, Antonio Saraiva, Humberto Barros, Thalma de Freitas, Serjão Loroza, Xis, Margot Mahnada, Léo Leobons